Die young, keep pretty!

Porque é melhor queimar do que se apagar aos poucos.





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o-buendia:

“Ela se deixou beijar, acariciar, despir, sempre com a mesma curiosa atitude de isolamento, sem me permitir superar a distância invisível que interpunha aos meus beijos, abraços e carinhos, ainda que me entregasse o seu corpo. Fiquei emocionado ao vê-la nua, deitada na cama, na parte do quarto onde o teto se inclinava e a luz da única lâmpada quase não chegava. Era muito magra, com membros bem proporcionados e uma cintura tão estreita que, imaginei, eu poderia circundar com as duas mãos. Embaixo da pequena mancha de pêlos no púbis, a pele era mais clara que no resto do corpo. Sua pele, cor de oliva, com reminiscências orientais, era suave e fresca. Deixou-se beijar longamente da cabeça aos pés, mantendo a passividade habitual, e ouviu como quem escuta chover o poema “Material nupcial”, de Neruda, que recitei no seu ouvido, e as palavras de amor que balbuciava de maneira entrecortada: era a noite mais feliz da minha vida, nunca tinha desejado ninguém como a desejei, eu sempre iria amá-la.”

Mário Vargas Llosa, in “Travessuras da menina má”, p. 30


26/06/2018, 10:57pm | Link | 37 notes | Via | Reblog

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